Ibama embarga área desmatada em MT e multas passam de R$ 6 milhões

15/08/2014 19:39

15/08/2014 17h14 - Atualizado em 15/08/2014 17h14

Ibama embarga área desmatada em MT e multas passam de R$ 6 milhões

Primeira fase de operação foi realizada no leste mato-grossense.
Agentes vistoriaram indicativos de desmatamento do sistema Deter.

 

Do G1 MT

 
Operação Pequiá percorreu mais de 4 mil km na região do vale do Araguaia, verificando indicativos de desmatamento  (Foto: Hebert Rondon/Ibama)
Operação Pequiá percorreu mais de 4 mil km na região do vale do Araguaia, verificando indicativos de desmatamento (Foto: Hebert Rondon/Ibama)

Uma área superior a três mil hectares (3.052,21) foi embargada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) durante a primeira etapa da operação Pequiá, na região do Vale do Araguaia. A extensão é resultado de nove termos de embargo lavrados, disse nesta sexta-feira (15) o órgão ambiental.

Durante a ação, realizada com apoio da Polícia Militar Ambiental, foram percorridos mais de 4 mil quilômetros e verificados indicativos de desmatamento do Sistema de Alerta de Desmatamento (Deter) fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“A região vem recebendo grandes investimentos para expansão da área plantada e, por consequência, novas áreas vêm sendo desmatadas. Em sua maioria para o cultivo direto de grãos”, disse o analista Evandro Carlos Selva, coordenador da operação.

No balanço divulgado nesta sexta-feira o Ibama aponta que 27 indicativos de desmatamento foram vistoriados pelos agentes e emitidas três notificações. Quinze autos de infração foram lavrados, representando mais de R$ 6 milhões em multas. Foram apreendidos cinco tratores, um caminhão, 39,3 metros de madeira em toras, duas motosserras e um correntão de 50 m.

O órgão informou ainda que "muitos desmates vistoriados pela operação Pequiá se valeram de “Laudo Técnico para Limpeza de Pastagem”, que deveria ser utilizado somente para áreas desmatadas a corte raso e que foram deixadas em repouso por até cinco anos (pousio), conforme Lei Federal nº 12.651/12. Alguns laudos têm sido apresentados para áreas de floresta degradada por uso de fogo, sob argumento de que já foram pastagens", pontuou o Ibama, em comunicado.

“O Ibama está atento as tentativas de fraude e vem responsabilizando inclusive os responsáveis técnicos por estes laudos fraudulentos”, aponta Marcus Keynes, superintendente do Ibama