Perda de Taques e Maggi tende a deixar PDT e PR sem referência em Mato Grosso e influenciar nas eleições municipais

08/06/2015 07:46

Foto: André Corrêa / Agência Senado

Perda de Taques e Maggi tende a deixar PDT e PR sem referência em Mato Grosso e influenciar nas eleições municipais
Enfrentar as eleições municipais sem um timoneiro tende a ser o principal desafio tanto do Partido da República (PR) quanto do PDT, em Mato Grosso, que estão prestes a perderem seus principais líderes. O governador José Pedro Taques (PDT) e o senador Blairo Maggi (PR) já avisaram em diferentes entrevistas para a reportagem do Olhar Direto que estão afivelando as malas para deixar os partidos pelos quais se elegeram.
 
Taques apenas vai consumar o que se esperava há tempos, por conta de suas brigas com o presidente nacional do PDT, ex-ministro Carlos Lupi; e, mais recente, com o presidente da Executiva Regional, deputado Zeca Viana.
 
Já  Blairo Maggi estaria realizando “um sonho”  acalentado desde os tempos de militância no movimento estudantil, quando empunhava a bandeira do MDB – nos anos de chumbo, que deu origem  ao atual PMDB.
Desde quando o  Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os  detentores de cargo majoritário não estão enquadrado na  fidelidade partidária, Taques e Maggi retomaram as conversações com outros partidos. O atual governador possui diversos convites, mas analisa com maior carinho os enviados por PSDB e PSB.


O convite tucano para Pedro Taques possui as bênçãos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do presidenciável Aécio Neves (MG).

Já Maggi costurou sua filiação com o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Executiva Regional do PMDB, deputado federal Carlos Bezerra.
 
O governador nunca escondeu seu descontentamento com a relação pouco transparente do partido de Leonel Brizola com o governo Dilma. Desde quando exercia o mandato de senador da República, ‘batia de frente’ com Carlos Lupi e o ministro Manoel Dias, do Trabalho. Taques teve como principal adversário o ex-vereador Ludio Cabral (PT), apoiado pela  presidenta Dilma Rousseff (PT), então candidata à reeleição.
 
Na época, Taques não teve dúvidas e apoiou a candidatura de Aécio Neves, com quem deve se reunir neste final de semana.
 
Blairo Maggi vai migrar para o PMDB e levar outros nomes de peso para o  maior partido do Brasil. Sob coordenação do suplente de senador Cidinho Santos, o grupo já sondou pelo menos 60 prefeitos e vice-prefeitos – quem for candidato, deve se filiar um ano antes das eleições de 2016.
 
Os descontentes com os atuais partidos  podem se aproveitar do novo quadro político partidário para trocar de sigla, acompanhando os líderes Taques e Maggi.  E certamente haverá interferência nas eleições de 2018.
Da Redação - Ronaldo Pacheco