Profissionais da Educação debatem sobre o Ciclo de Formação Humana em São Félix do Araguaia

29/05/2015 17:45

29/05/2015 - Profissionais da Educação debatem sobre o Ciclo de Formação Humana em São Félix do Araguaia

Na manhã desta quinta-feira (28), foi realizada na Câmara Municipal de São Félix do Araguaia, a sexta audiência pública, promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O objetivo é discutir o ciclo de formação humana, popularmente conhecido como “escola ciclada”, um dos métodos de educação do Estado.

O sistema de ciclos foi adotado há mais de dez anos, com o intuito de melhorar o ensino fundamental. O modelo de separação por séries foi substituído por três períodos de três anos cada um. A proposta desta discussão foi levantada pelo Deputado Wilson Santos (PSDB), para avaliar a qualidade do ensino público e para apresentar um relatório final das propostas obtidas. 

 “Estamos aqui hoje para ouvir as condições físicas das escolas, queremos aprender com quem está dentro das escolas, queremos ouvir professores, merendeiras, vigilantes. Queremos ouvir quem está fazendo educação neste Estado”, afirma o deputado.

Após a cerimônia de abertura, foi dada a palavra à debatedora da audiência, a professora Alvarina de Fátima dos Santos, que iniciou sua fala relembrando a história do ciclo de formação humana no país e, também contou um pouco de sua trajetória como educadora.

Professores e profissionais da educação que estiveram presentes na audiência relataram suas experiências e as dificuldades que enfrentam neste método de ensino. A diretora da Escola Estadual Hilda Rocha de São Félix do Araguaia, Ana Cristina Miranda de Melo, afirmou que: “o ciclo é muito bonito no papel, mas como está não funciona, pois o ciclo de formação ele não reprova e, sabe o que é pior? O aluno sabe disso”. Já para a assessora pedagógica de Confresa, Neiva Gomes Coelho, um dos problemas do ciclo é a falta de suporte, falta à integração da família, juntamente com a escola e o estado.

 Alguns desses questionamentos foram respondidos pelo assessor técnico da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Alfredo Ojima. “Estamos com 150 dias de gestão, temos muitas situações que assumimos agora, há poucos recursos para fazer investimentos, até para manutenção, pois esse ano será o momento de arrumar a casa, para que em 2016 possamos melhorar essas condições e atender a todas essas demandas”, concluiu.

Assessor técnico da Seduc. Alfredo Ojima

Até o momento, as audiências públicas já ocorreram nos Municípios de Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Tangará da Serra, Cáceres, São Félix do Araguaia e no mês de Julho, será em Barra do Garças e na Capital Cuiabá.

 

 

Departamento de Comunicação - PMSFA